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SÃO PAULO – A USP (Universidade de São Paulo) é a melhor universidade da América Latina e Brasil que forma os profissionais mais procurados pelas empresas, aponta o ranking da Times Higher Education, divulgado nesta quarta-feira (15).

No total, o ranking traz 150 instituições de todo o mundo, sendo que a USP está em 75º lugar. Somente outras duas universidades da América Latina estão entre elas: o Instituto Tecnológico de Estudos Superiores de Monterrey, no México, ocupa a 101ª posição; e a Universidade Nacional Autônoma do México, na 141ª posição.

As quatro primeiras colocadas do ranking são norte-americanas: Instituto Tecnológico da Califórnia (Caltech), Universidade de Harvard, Universidade de Columbia e MIT (Massachusetts Institute of Technology).

O ranking é elaborado anualmente a partir de uma pesquisa feita na internet com 2.500 pessoas, de mais de 22 países, responsáveis pela contratação de funcionários em suas respectivas empresas. Outros 3.500 diretores de empresas também opinaram.

Confira abaixo as 20 primeiras colocadas do ranking. A publicação completa pode ser conferida no site da Times Higher Education.

Classificação Universidade País
1 Instituto Tecnológico da Califórnia (Caltech) Estados Unidos
2 Universidade de Harvard Estados Unidos
3 Universidade de Columbia Estados Unidos
4 Instituto Tecnológico de Massachusetts (MIT) Estados Unidos
5 Universidade de Cambridge Reino Unido
6 Universidade de Boston Estados Unidos
7 Universidade de Stanford Estados Unidos
8 Universidade Técnica de Munique Alemanha
9 Universidade de Tóqui Japão
10 Universidade de Yale Estados Unidos
11 Universidade de Princeton Estados Unidos
12 Universidade de Ciência e Tecnologia de Hong Kong Hong Kong
13 Universidade de Toronto Canadá
14 Universidade de Perking China
15 Universidade de Oxford Reino Unido
16 Universidade Nacional de Singapura Singapura
17 Imperial College London Reino Unido
18 Universidade McGill Canadá
19 Instituto Tecnológico de Tóquio Japão
20 Universidade de Califórnia, Berkeley Estados Unidos

SÃO PAULO – Amplamente comentadas mas ainda pouco aceitas em estabelecimentos comerciais físicos, as criptomoedas estão prestes a chegar aos cartões de plástico. A empresa britânica London Block Exchange(LBX) anunciou a tecnologia nesta semana.

Com bandeira Visa, o Dragoncard será aceito normalmente nas lojas com maquininhas compatíveis. Além do Bitcoin, outras moedas eletrônicas, como Ripple, Monero, Ethereum e Litecoin, poderão ser utilizadas.

Sincronizado com um app de celular, o cartão converterá automaticamente as moedas digitais em dinheiro comum para permitir as compras sem transtornos – normalmente, compras pagas com bitcoins levam alguns minutos para serem processadas. Isso é possível por ter base em uma tecnologia de crédito, e não débito.

Em outras palavras, embora o cliente use diretamente a sua carteira de bitcoins para pagar pelas compras, o lojista receberá em dinheiro. A taxa para a conversão é de 0,5%, de acordo com a empresa.

A empresa já obteve autorização do governo britânico para funcionar, usando as mesmas medidas de segurança de quaisquer meios de pagamento existentes localmente.

SÃO PAULO – Brasileiros interessados em trabalhar e morar em outro país deveriam considerar as oportunidades em Manama, no Bahrein. A cidade foi a vencedora do ranking de melhores lugares para estrangeiros em termos de moradia, realizado pela InterNations.

Complexa, a avaliação do ranking leva em consideração fatores como qualidade de vida, facilidade para estabelecer-se, oportunidades de trabalho, vida familiar e finanças pessoais. Cerca de 8.000 vivendo em 40 países estrangeiros participam da pesquisa. Para aparecer no ranking, em qualquer posição, uma cidade deve ser citada ao menos 45 vezes.

Abaixo, listamos as 15 cidades que ocupam as posições mais altas no ranking, juntamente com os custos de vida, compilados a partir do site Numbeo.

1. Manama, Bahrein

Custos mensais por pessoa (sem aluguel): R$ 2.226,70

2. Praga, República Tcheca

Custos mensais por pessoa (sem aluguel): R$ 1.982,08

3. Madri, Espanha

Custos mensais por pessoa (sem aluguel): R$ 2.460,60

4. Kuala Lumpur, Malásia

Custos mensais por pessoa (sem aluguel): R$ 1.590,04

5. Amsterdã, Holanda

Custos mensais por pessoa (sem aluguel): R$ 3.122,26

6. Barcelona, Espanha

Custos mensais por pessoa (sem aluguel): R$ 2.519,16

7. Joanesburgo, África do Sul

Custos mensais por pessoa (sem aluguel): R$ 1.653,33

8. Banguecoque, Tailândia

Custos mensais por pessoa (sem aluguel): R$ 2.042,32

9. Basileia, Suíça

Custos mensais por pessoa (sem aluguel): R$ 4.864,58

10. Frankfurt, Alemanha

Custos mensais por pessoa (sem aluguel): R$ 3.099,14

SÃO PAULO – Com menos de uma semana de vigência, a reforma trabalhista já gera decisões contraditórias em tribunais brasileiros. No sábado, o juiz baiano José Cairo Júnior, da 3ª Vara do Trabalhode Ilhéus, condenou um trabalhador ao pagamento de R$ 8,5 mil com base nas normas da nova legislação, que entrara em vigor no mesmo dia. Posteriormente, outro juiz defendeu que isso não poderia ocorrer.

O trabalhador em questão pediu indenização por ter sido assaltado quando se preparava para ir ao trabalho. Na sentença, o juiz considerou que a empresa, do ramo agropecuário, não expõe o funcionário a esse risco, e que, portanto, não há responsabilidade objetiva. Também foi considerado que o reclamante não estava no trabalho e nem a caminho.

No mesmo processo, o funcionário pleiteava o pagamento de horas extras, que também não foram concedidas. José Cairo Júnior afirmou que houve má fé no pedido, que “pleiteou horas extras, com base na não concessão integral do intervalo intrajornada, como destacado no item anterior”.

Na ocasião, o juiz afirmou que leis processuais, diferentemente do Direito Material, têm aplicação imediata, “inclusive no que diz respeito aos honorários de sucumbência e justiça gratuita”. Portanto, o trabalhador teve de pagar, além de indenização por danos morais fixada em R$ 2,5 mil, os honorários de sucumbência no valor de R$ 5 mil e as custas, em R$ 1 mil.

No mesmo tribunal, outro juiz, Murilo Carvalho Sampaio, sentenciou posteriormente que as regras recém-vigentes não podem ser aplicadas a processos abertos anteriormente. Para ele, isso confugura ofensa ao devido processo legal.

Reforma afeta contratos antigos?

No que diz respeito ao modelo de contratação, a nova legislação só pode ser aplicada a novos contratos, assinados após o dia 11, de acordo com o Ministério do Trabalho. Isso é um preceito constitucional. Empresas que forem flagradas demitindo funcionários para recontratá-los com os moldes das novas normas poderão ser punidas.

SÃO PAULO - Um dos pontos que muitos colocam em dúvida se será realmente respeitado da nova lei trabalhista é a possibilidade da demissão por comum acordo.

Um exemplo da mudança, segundo o gerente trabalhista da consultoria contábil Confirp, Daniel Raimundo dos Santos, se deu no caso da homologação de rescisão contratual, que a partir de agora está dispensada, mesmo para aqueles empregados que tinham mais de um ano de empresa. Essas homologações eram realizadas no sindicato da categoria profissional ou no Ministério do Trabalho, portanto serão diminuídas as atribuições destes órgãos.

“Neste ponto, é importante destacar que o empregado poderá se sentir desamparado, uma vez que não terá um órgão superior analisando suas verbas rescisórias, o que poderá abrir margem para uma reclamação trabalhista por insegurança do trabalhador", explica Daniel Raimundo.

Para minimizar o risco de reclamações, a orientação é que ocorra o ato da homologação na empresa, esclarecendo todos os cálculos e dúvidas que o empregado possa ter e, ainda, se for do desejo do trabalhador, que possa ser acompanhado por um terceiro que poderá orientá-lo.

"Essas são medidas cautelares que visam assegurar que não haja rusgas no desligamento do profissional e que demonstram que a empresa mantém transparência nos cálculos das verbas rescisórias”, conta Daniel Raimundo.

Outra grande novidade é a padronização do prazo para pagamento das verbas rescisórias. A partir de agora, para qualquer tipo de rescisão de contrato, com ou sem aviso prévio, o pagamento deverá ser realizado no prazo de até 10 dias, contados a partir do término do contrato. Assim, principalmente a parte mais interessada, que é o empregado, saberá quando suas verbas rescisórias serão pagas.

Justa causa
Um grande questionamento na lei é que sendo o empregado obrigado a ter habilitação profissional (motorista, médico, advogado, contador etc.) ocorra sua dispensa sem justa causa mesmo no caso de essa habilitação ter sido cassada, fato que o impede de continuar exercendo sua função na empresa. Assim, a empresa pagaria todos os direitos na rescisão contratual.

Agora, neste tipo de desligamento, o empregado que perder a habilitação profissional – desde que evidenciado que tenha sido por sua culpa – poderá ser dispensado por justa causa.

Rescisão consensual e consequências
A rescisão consensual é uma nova modalidade de extinção de contrato. Será utilizada quando houver o comum acordo: o empregado não quer continuar exercendo atividade na empresa e, por sua vez, o empregador também não deseja a permanência do profissional. Nesta forma de rescisão de contrato as verbas rescisórias são diferentes:

Aviso prévio
Será devido o pagamento da metade do seu valor (se indenizado);

Multa do FGTS
Será devido o pagamento de 20% ao invés de 40%;

Saque do FGTS
O empregado poderá movimentar 80% do saldo;

Seguro desemprego
O empregado não poderá solicitar o seguro desemprego nesta modalidade.

É importante o empregador utilizar essa modalidade com bastante cautela, para evitar o entendimento de fraude de FGTS por parte da Caixa Econômica ou da Ministério do Trabalho, já que nestes casos seria obrigado a prestar esclarecimentos.

Cláusula de arbitramento
A possibilidade de instituir cláusula de arbitramento nos contratos de trabalho foi instituída pelo Art.507-A, mas apenas nos contratos em que a remuneração do empregado seja duas vezes superior ao teto da previdência social (R$ 11.062,62 atualmente). Nestes casos é necessário que haja cláusula contratual compromissória de arbitragem, desde que por iniciativa do empregado ou por sua concordância expressa.

Também haverá a possibilidade de fazer acordo extrajudicial homologado na justiça do trabalho, já que foi incluída na competência das Varas do Trabalho a decisão quanto à homologação de acordo extrajudicial em matéria de competência da Justiça do Trabalho. Até então não havia essa possibilidade, pois a única forma de homologação de um acordo era após uma ação trabalhista.

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