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JP Morgan descarta novo corte de juros nos EUA e passa a ver nova alta à frente

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(Imagem: REUTERS/Joshua Roberts)

O JP Morgan descartou um novo corte nos juros dos Estados Unidos (EUA) na reunião de janeiro e agora prevê que o próximo movimento do Federal Reserve (Fed) será um aumento da taxa em 2027.

Segundo o banco, o relatório de emprego de dezembro reduziu as preocupações com um possível arrefecimento do mercado de trabalho no país, ao mostrar recuo da taxa de desemprego para 4,4%, ante 4,5%.

Diante desse cenário, a instituição afirma que já não espera um afrouxamento da política monetária na reunião de janeiro do Fed.

A análise ressalta que cortes ainda poderiam ocorrer mais adiante neste ano caso o mercado de trabalho volte a enfraquecer ou se a inflação cair de forma relevante. Ainda assim, a expectativa é de que o mercado de trabalho volte a se apertar no segundo trimestre e que o processo de desinflação seja gradual.

Com isso, o JP passou a projetar que o Fed manterá os juros inalterados ao longo de 2026, no intervalo de 3,50% a 3,75%. O próximo movimento esperado é uma alta apenas em 2027, com elevação de 0,25 ponto percentual no terceiro trimestre, levando o limite superior da taxa básica a 4%. 

JP Morgan revisa PIB e taxa de desemprego

No campo da atividade econômica, o JP destaca que, antes mesmo da divulgação dos dados do mercado de trabalho, já havia riscos de alta para a projeção de crescimento do PIB no quarto trimestre de 2025, estimada em 1,0%. A divulgação desses números, somada a outros indicadores ao longo da semana, levou a uma revisão para cima.

Após uma forte contração no saldo comercial em outubro, a projeção para o Produto Interno Bruto (PIB) do quarto trimestre (4T25) foi elevada para 2,5%. Segundo a análise, na ausência da paralisação do governo, o crescimento estaria mais próximo de 3%. 

Não houve alterações no cenário para o PIB de 2026, embora o forte ritmo de crescimento no segundo semestre de 2025 traga riscos de alta para a projeção de 1,8% na comparação entre o quarto trimestre de um ano e o do outro.

O banco também reduziu a estimativa para o pico da taxa de desemprego no primeiro trimestre do próximo ano para 4,5%, ante 4,7%. Para o fim de 2026, a projeção passou de 4,4% para 4,2%.

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