
(Imagem: REUTERS/Dado Ruvic)
O dólar ante o real perdeu força ao longo do dia, encerrando próximo à estabilidade após a prévia da inflação de abril vir abaixo do esperado e com a falta de avanço nas tratativas no Oriente Médio.
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Nesta terça-feira (28), o dólar à vista (USDBRL) terminou as negociações a R$ 4,9824, com leve alta de 0,01%.
O movimento destoou do desempenho da moeda no exterior. Por volta das 17h (horário de Brasília), o DXY, indicador que compara o dólar a uma cesta de seis divisas globais, como euro e libra, operava com queda de 0,16%, aos 98,655 pontos.
O que mexeu com o dólar hoje?
O mercado de câmbio seguiu atento à prévia de inflação, ao impasse nas negociações entre Estados Unidos e Irã e ao primeiro dia de reuniões do Comitê Federal do Mercado Aberto (Fomc) e do Comitê de Política Monetária (Copom).
A expectativa é de que a taxa de juros siga inalterada nos Estados Unidos, no intervalo entre 3,50% e 3,75%. Já para o Brasil, o mercado espera uma redução de 0,25 ponto percentual na Selic, passando de 14,75% para 14,50%.
Além disso, a prévia da inflação no Brasil em abril, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo-15 (IPCA-15) acelerou para alta de 0,89%, depois de subir 0,44% em março, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Foi a taxa mensal mais elevada desde fevereiro de 2025 (1,23%).
No contexto internacional, o presidente dos EUA, Donald Trump, disse que o Irã lhe informou que se encontra em “estado de colapso”.
Em uma postagem no Truth Social, Trump afirmou: “O Irã acaba de nos informar que está em ‘Estado de Colapso’. Eles querem que ‘Abramos o Estreito de Ormuz’ o mais rápido possível, enquanto tentam resolver sua situação de liderança (o que acredito que conseguirão fazer!)”.
A afirmação acontece em um momento de tentativa de retomada nas negociações entre os dois países.
Segundo uma autoridade dos EUA informada sobre a reunião do presidente norte-americano com seus assessores, Trump quer que as questões nucleares sejam tratadas desde o início.
Segundo a agência de notícias Reuters, agências de inteligência dos EUA estão estudando como o Irã reagiria caso o presidente Donald Trump declarasse uma vitória unilateral na guerra.

